sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Quarteto

Asas brancas iluminadas
voam firmes sem fronteiras
guiam almas em manadas
cochichando sem asneiras.

"Sou o Amor, uno casais."
"Sou a Dor, venho depois."
"Sou o Perdão, sou forte demais."
"Sou a Morte, renasço-os depois."

-Bruno Agostta

Pós Noite

A negra noite que envolve
a rubra lua de sangue
as estrelas então devolvem
as águas do velho mangue.

Os rios envoltos na penumbra
tristemente acalantam
os grilos que não mais cantam
me surge o dever que cumpra.

O dia a raiar cinzento
entristecido está sendo
calmo, simples e poeirento
já não mais dorme ao relento.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O que é ser jovem, por um jovem.

     Ser jovem é envelhecer sem crescer, viver a vida, enfrentar problemas. Ser jovem é rir das desgraças dos outros mas depois ajudá-los a superar. Ser jovem é correr feito louco e disfarçar quando vir alguém. É rir alto nos transportes públicos e cantar desafinado na rua. Ser jovem é ter milhões de amigos e ter um tempo para cada um deles. É ter clubes diversos e estilos loucos. Ser jovem é criar a sua tribo, sorrir para o inimigo e ganhar a "batalha". Ser jovem é ir para festas e ter consciência de não sair de lá bêbado. É ter liberdade de expor suas ideias e respeitar as dos outros. Ser jovem é ler romances ouvindo Rock'n'roll e chorar a morte dos personagens. É andar na rua ao ritmo de Reggae e sambar na calçada. Ser jovem é ter romances em cemitérios e sorrir ao ver que É jovem. É morrer de medo do escuro e não admitir. Ser jovem é criar sua própria religião sem medo de preconceitos. É fazer "pacotão" em aniversários, criar apelidos e nomes. Por fim, ser jovem é ser diferente, louco e estranho, viver a vida a cada segundo por que nós jovens somos a própria personificação dela! Somos jovens e alguns, como eu, pretendem ser até que a morte nos separe da eterna juventude.

~Bruno Agostta

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Agora eu tomo café de um jeito diferente..


     Voltando de viagem, olhando pela janela do ônibus, ouvindo uma estação de rádio que sempre tocava todas as musicas duas vezes, eu me perguntava: “porque sempre toca duas vezes?” além dessa pergunta sem resposta, eu me perguntava o porquê de eu nunca ter reparado na beleza do céu, na beleza da natureza que, naquele instante, se apresentava diante de mim, ou será que ela nunca esteve assim antes? Acho que esteve ela sempre foi perfeita, mas só me fez percebê-la depois de anos, de centenas de experiências, de milhares de pessoas envolvidas na minha existência, depois de alguns livros e de duas dezenas de frases reveladoras, só me fez percebê-la depois que a maturidade me tivesse batido à porta. Num instante, me veio à mente “eu poderia não estar aqui hoje!” e aos olhos me vieram as lágrimas.
Três anos atrás eu estava em casa, jogando bola com uns amigos, era só o que eu fazia, não estudava, não lia um livro sequer, só jogava bola, só. Eu não tinha sentimentos, lembro bem disto, eu era extremamente contínua, nada me deixava triste, eu havia-me autoprogramado para não demonstrar nenhum tipo de tristeza, eu só sorria e ria não que essas fossem falsas ações, mas eu me limitava a elas, pra mim, não existia nenhum outro tipo de sentimento, ou existia, mas nada me atingia. Então, num dia ensolarado, minha mãe comunicou-me: “tu fará a prova para entrar no Colégio Tiradentes da Brigada Militar, sem mais!”.
     Neste momento lembrei-me de que estava dentro do ônibus, e que faríamos uma parada. Todos desceram, eu fiquei. Relembrei minha reação ao saber da tal prova, eu simplesmente estava decidida a não fazê-la, mas fui obrigada. Sem estudar, sem nem revisar nada, fui pra sala onde seria realizado o exame de aprovação para ingressar no CT. Depois de fazer algumas questões, comecei a olhar pela janela da sala, passavam alguns carros, e eu, pouquíssimo interessada em permanecer no recinto, comecei a reparar nas placas dos carros e marcar as letras correspondentes direto no meu caderno de respostas, em menos de quatro minutos estava tudo feito!
Agora os passageiros retornavam para dentro do ônibus, um menino de, no máximo, quatro anos, me ofereceu balas do Capitão América, eu recusei, agradeci, e sorri, sorri durante um bom tempo... Aí, lembrei-me do meu desespero ao saber que tinha sido aprovada no exame do Colégio, e minhas duas amigas, que se mataram estudando, não atingiram a média. A vida começou a mostrar-se injusta. Havia ainda o teste físico, mas pra quem jogou futebol desde que aprendeu a andar, seria humilhação ser reprovada, não teve jeito, o que eu mais temia na vida, era inevitável, eu teria que mudar de cidade!
     Tá bom, eu vou então. Fui. E tinha a tal “semana de adaptação” quando eu cheguei, pra aprender a fazer sentido e descansar, por que é um colégio militar e tudo mais. Eu amava militarismo, desde criancinha, por isso simpatizei logo de cara com o colégio! E no primeiro dia dessa semana, eu vi uma menina baixinha, um sorriso lindo, ar de tímida, mas brincalhona com os amigos, ela tava em pé no canto do auditório onde estávamos ela e mais três colegas dela. Eu não sabia por que, mas não consegui parar de observá-la por um só minuto. Na quarta feira, eu já não pensava em outra coisa, era ela e nada mais. No colégio, no meu quarto, no banheiro, nas ruas, na cozinha, no sofá, em todos os cantos, era ela a dona da minha mente. E eu nem sabia o nome dela. E o problema maior não era esse, o problema é que era ELA, não era ele, era ELA.            Desde então, comecei a corroer-me por dentro, sem saber o que fazer, algo estava errado, eu não poderia amar uma menina!
     O ônibus freou e eu senti o cinto apertar-me a bexiga, quase fiz nas calças, resolvi dar uma passadinha do banheiro. Eita lugarzinho apertado, mas ok deu tudo certo, voltei para a poltrona e a pergunta ressurgiu “mas por que sempre toca duas vezes?”... Então revivi o momento em que a primeira menina que possuiu meu coração, se apresentou para a turma. Jéssica é o nome dela, “Jéssica? Nome de puta!”, eu pensei. Eu só conhecia putas com esse nome, pra mim, todas as Jéssicas andavam de minissaia e dançavam funk até o chão. Mas essa Jéssica me fez mudar de conceito. Passei o ano inteiro de olho nela, sabia de tudo que ela gostava: músicas, livros, roupas, time, cores, programas, comidas... E ela sabia o meu nome, a minha turma, e me curtia até, me considerava amiga dela. Por mim tava tudo bem, eu amava ela de um jeito diferente, nunca pensei em beijá-la, NUNCA, mas eu daria a vida por ela, sem pensar uma só vez! E nesse ano cheio de novidades, eu fiz muita coisa nova, como por exemplo, estudar J, também conheci uma guria incrível, que me mostrou o meu melhor lado, o lado que eu sou de verdade. Eu saí demais naquele ano também, fiquei com muita gente, meninos e meninas, aprendi coisas novas e tudo mais, rodei de ano. Morri chorando quando a Jéssica saiu do colégio.
Começou 2011. Entrei na sala da turma 13 e pensei “caralho, só mangolão aqui ¬¬”, mas ok fui né. Daí eu vi uma mina altona passando pela minha classe, cara de marrenta, sentou um pouco atrás de mim. E senti que meu coração se expandiu no instante em que olhei pra ela, pensei comigo “TO FODIDA”. Decidi não olhar mais pra ela, eu sabia que ia dar merda, que eu ia me apaixonar e acabar me ferrando, só que o espelho de classe me colocou do ladinho dela, que lindo.
      Agora bati com a testa na poltrona da frente, voltei do banheiro e esqueci-me de pôr cinto de segurança, nunca mais esqueço! Com isso lembrei-me da primeira história que essa mina me contou, ela me disse que, há um mês, tava passando de carro ali perto do colégio, e alguém jogou uma pedra na janela do carro, os cacos cortaram a cabeça dela, depois de me mostrar um dos machucados, a minha extrema preocupação revelou: eu estava perdidamente apaixonada pela menina com cara de bicho preguiça! Ela fodeu minha vida, isso é verdade, fez eu me sentir a pior pessoa existente, mas me fez crescer de um jeito inimaginável, ela nunca me disse um não, e nunca me disse um sim, ela me torturou por muito tempo, eu fazia tudo por ela, levava em casa quando a gente jogava até tarde e ela tinha medo de ir sozinha, e pra mim não importava se ela morava na zona sul e eu na norte, eu levava. Eu emprestava casaco, celular, dinheiro, paciência, eu tava sempre ali pra tudo, dando apoio, atenção, conforto, segurança, e dando amor, gastando amor, jogando fora, ou não, seria meio injusto falar isso, ela deve ter pegado um pouquinho dele, só pra não parecer a vilã da história, esse era o jogo. Mas a culpa foi minha! Que bela idealização que eu fiz dela hein, parabéns pra mim, eu transformei a Chiquinha em princesa da Disney! Daí eu passei de ano, passei achando que quem merecia o mérito era ela, eu não reparei que, durante todo o ano, eu a ajudei de todo modo que pude enquanto eu era quem precisava de ajuda.
Mas que merda, por que isso toca duas vezes!? Nas musicas legais até que tá, mas tem as chatas também, ugh. E começou 2012 na minha memória daí! Que iniciozinho difícil hein, Aimê que o diga! Essa guria é uma das pessoas que não quero me afastar jamais, mesmo sabendo que isso é inevitável, quero que seja apenas fisicamente, é inacreditável tudo que ela fez por mim, tenho certeza de que nem ela mesma sabe, pelo menos não na intensidade devida.
     E se eu te disser que nem lembro exatamente os motivos pelos quais o inicio desse ano foi o pior período na minha vida? Pois é, o pior! E se eu te disser também, que o inicio desse ano foi o melhor acontecimento da minha vida? Pois é, o melhor! Explicarei calma...
     Como eu comentei ali, não lembro bem os motivos, mas até julho mais ou menos, até a viagem da grandona, eu tava a ponto de me matar, triste né?! Uma pessoa tão nova pensando nisso, mas é aceitável, eu não tinha nem um pingo da consciência que tenho hoje. Pois bem, eu enfrentava a rejeição da minha mãe e do meu pai, a rejeição da pessoa que eu amava, e a pior de todas as rejeições, a própria, eu não me queria por perto, eu não suportava me olhar no espelho de manhã, não suportava me mover, eu não queria conviver comigo mesma, e isso, me causou um total desequilíbrio em vários aspectos, tais como, intelectual, mental, físico, harmônico e espiritual. Não agradando a mim mesma, eram inúteis as palavras dos amigos, pra mim, ninguém me queria por perto, sendo assim, um dos maiores problemas diários, era levantar da cama pela manhã, nem nas manhãs mais frias dos invernos gaúchos, eu senti tanta dificuldade em erguer meu corpo e deixar as cobertas. Nada me fazia sorrir, a guria brincalhona e alegre de sempre, havia saído sem data pra voltar, nem um sorriso sequer apareceu no meu rosto por cinco meses, é imensurável a dor e o descontentamento contigo mesmo que é necessário para alguém chegar ao ponto de não querer mais existir, no meu caso, não achei que fosse essa a saída, eu apenas direcionei minha dor de um modo artificial, extremamente artificial, conduzi-a para um ponto de mim, onde eu pudesse controlá-la. Explicadas as cicatrizes no meu braço esquerdo.
“Soledade”, disse o motorista, a ultima parada antes de chegar a POA, mas ainda têm umas duas horas de viagem. Continuo olhando pela janela com os olhos rasos d’água de tempo em tempo, mas as lágrimas vinham por causa do céu mesmo, ou vinham do meu inconsciente, da minha percepção, sei lá, é mágico o modo como nada é igual, o modo como as coisas mudam em período linear, tal como as nuvens no céu, um segundo que eu tirasse os olhos delas, e elas mudavam de forma, de comprimento, de largura, e não voltavam a ser como antes, jamais. Eu nunca tinha me emocionado assim...
Então era julho de 2012 né?! Tá, ela tava indo viajar, e dois dias antes eu tinha dito que nunca mais queria falar com ela, já tava decidida. Orgulhosa que é, ela mandou uma mensagem no facebook, dizia que tudo bem, ia fazer minha vontade, como eu, tava cansada de tantas brigas, me xingou, disse que me amava, me deu tchau, disse pra eu não aparecer no aeroporto dali dois dias porque ela nem ia me olhar na cara. Dois dias depois eu tava lá no aeroporto, cheguei duas horas antes dela, a vi entrando pela porta principal, não me contive, comecei a chorar, ela não me viu. Mas depois me acalmei e fui dar oi, beijei o rosto da mãe dela, querida a tia, pra ela eu só acenei rapidamente, mesmo nós estando a menos de um metro uma da outra, dei oi pra amiga dela, amiga minha também, ia viajar com ela pra Disney. Tava tudo tranquilo, pelo menos ela não me xingou, até olhou pra mim, eu tava no lucro. Quatro horas depois, só faltavam vinte minutos pra sair o voo, já estavam indo pro avião, e eu ali, puta aflita, dei as costas pra elas, caralho! Voltei, “posso te dar um abraço?”, ela me olhou e não disse nada “dá um abraço na guria, porra, ela tá aqui há mais de seis horas!” disse a Vitória, indignada! Daí ela me abraçou, disse que eu tinha o tempo da viagem dela pra pensar em nós, eu tinha 15 dias pra decidir sobre a gente, eu só fiz que sim com a cabeça, ela pegou a mala e entrou no avião. Chorei por três dias, não pensei em mais nada, tive pena do meu braço!
Pela primeira vez, ali da janela do ônibus, vi as nuvens do jeito que sempre as desenhei, estranho, por que sempre desenhei daquele jeito se nunca as tinha visto assim? Influência externa né, é o meio se envolvendo diretamente, mas isso é em tudo, e é desde criança, coisa séria isso, e mais sério é essa musica que toca duas vezes, AAAAAAAHH! Mas e lembrança da minha redenção tomou conta de mim, foi quando comecei a falar com a Aimê, Aimê Nobrega, sempre achei esse tome elegante, sempre a achei muito interessante, diferente, até meio estranha, mas indagadora, me despertou curiosidade desde o meu primeiro olhar direcionado à ela. Quando começamos a conversar, MEU DEUS, de onde surgiu esse ser? Muito certo que é de outro planeta, a guria veio com uns papos noiados, me falava de livros, documentários, revistas, filmes então, era brejo, e eu, no inicio, só escutava, com cara de “aham, prossiga...” a gente já se fala um pouco antes da viagem, mas foi nas duas semanas de pausa da guria que eu considerava tudo, que a Aimê ligou a luz da minha mente. Convidou-me pra estudar, ok, a única coisa que não fizemos foi isso. Sentadas no encosto de um banco de praça, falamos sobre aliens, estrelas cadentes, medicamentos manipulados pelos maiorais, hierarquias mundiais, ilusão em massa e lá vai pedrada. Ela fumou uma maconha com uns caras que conhecemos ali mesmo, eu só olhei. Fomos pra casa de um deles, “o que eu to fazendo aqui, puta merda!” eu pensava, mas os caras eram gente fina, assistimos a um filme lá, tinha um trovando ela, e outro me trovando, fiquei com esse ultimo, mas não por cair no papinho dele, fiquei por mim, eu ainda tava com certas dúvidas. Valeu a pena, foi o ultimo homem com quem partilhei saliva, eu gosto de meninas mesmo. Esse devia ser o quinto dia de viagem da dita cuja, e eu ainda não tinha parado pra pensar sobre a gente, mas azar, eu tava aproveitando, tava lendo coisas novas, assistindo coisas novas, eu tinha acabado de ser apresentada à um mundo novo, me deixa desfrutar, ou ficar louca, tudo começou aqui.   Desde então não parei mais, eu parecia um funil de informações. Do nada, no meio do grupo de amigos, eu largava umas perguntas sobre coisas nada a ver pra eles, mas que pra mim eram fascinantes, tipo “por que, às vezes, a lua aparece enquanto o sol ainda não foi embora??” eles já nem me aguentavam mais, mas se sentiam felizes, meu braço cicatrizado era o suficiente pra eles. Pela primeira vez, comecei a notar o amor que me rodeava. Daí né, ela voltou, acho que não foi muito bom pra ela depois de me conhecer de novo.   Ela chegou dos Estados Unidos cheia de fotos e lembrancinhas pros amigos, até pra mim ela trouxe, awn querida, mas me viu por fora, pensando que ainda sabia quem eu era, que choque hen! Pow, um tapa na cara quando eu abri a boca e dei um banho nela, e foi sem querer, eu ainda tava no brilho das minhas infinitas descobertas, comecei a falar e não parei, nem reparei que ela tava ficando meio triste em meio a tantas coisas materiais que ela tinha adquirido, e eu , que quase não sai de casa, com tanta coisa que jamais vão me tirar, e nem com toda a minha falta de atenção, perderei um dia, mas que cousa.
     E já devia ser a vigésima musica que tocava pela segunda vez, nesse ponto das minhas lembranças eu pensei melhor, “já sei por que elas tocam duas vezes!!”. Antes da Aimê, antes das coisas que eu comecei a ver e perceber, antes de tudo, eu reli um livro que, há quatro anos, eu havia lido, naquela época ele foi legalzinho até, mas em julho de 2012, ele salvou minha vida... Por que as coisas mudam! Eu vou entender coisas que, da primeira vez que ouvi, eu não tinha percebido, vou interpretar de um modo mais completo, ou talvez, de um modo extremamente diferente, mas que também tem plena coerência. É bom rever as coisas, uma primeira olhada nunca é o suficiente, a gente pode se enganar...
     Mas daí, vou explicar que raio eu to fazendo dentro de um ônibus há quase sete horas né! Então, nesse incrível ano de 2012, o qual só foi incrível por que determinados carros passaram na janela da minha sala dois anos atrás, teve a quarta edição (se não me engano) das olimpíadas Tiradentes, e eu, esportista que sou, fui lá pra Santa Maria dar uma jogada. E lá, eu revi uma guria do CT de Santo Ângelo (ênfase no Revi), muito demais ela, inclusive, eu revi por que a gente já tinha se conhecido no ano anterior, em Passo Fundo, isso por que eu peguei um ônibus de linha que estragou e me fez chegar uma hora e meia, atrasada, além do atraso normal que eu já tinha adquirido quando perdi o ônibus do colégio em POA. Tá, daí nos vimos de novo e pá, e eu já curtia ela há um ano, ela conseguiu me chamar a atenção em um momento que eu só tinha olhos pra umazinha. Mas eu pensei que, enquanto eu lembrava cada palavra que a gente tinha conversado, ela não sabia nem mais meu nome, mas me enganei, era a única coisa que ela se lembrava de mim, ah tá bom, pelo menos o nome, conversamos um pouco lá, ela já começou a me corromper me fazendo tomar refrigerante, “só por ti mesmo”, eu pensava...
Eu ficava cuidando ela por lá, a vi correr, vi de grude com uma amiga lá, não gostei muito -.- vi ela jogando futebol, mas isso eu lembrava do ano passado, joga muito essa menina, daí vi ela se quebrando, quase chorei com ela, fiquei tristonha, mas quando elas ganharam o ouro eu fui lá pular com elas, mesmo com os pés ferrados, azar... Deu as olimpíadas, voltei pra POA, adicionei ela no face, e que merda, descobri que tinha namorada, daí liguei um ~foda-se a vida~  e contei que gostava dela. Sei lá, ela ficou surpresa e nem sabia direito o que falar, só sei que umas duas semanas depois ela tinha acabado com a tal namorada e mais umas duas depois, eu tinha pedido pra namorar com ela, e ela aceitado mas o tri é que antes disso, a gente já tinha pedido uma à outra em casamento, mas ok. Ela resolveu me chamar pra formatura dela um dia, eu queria demais ir lá pra ver ela e poder fazê-la acreditar no meu amor, por que eu tinha quase certeza de que ela achava que eu tava de zoa, e eu sabia que, por mais que ela acreditasse no amor que eu sentia, ela não me amava nem 1/3 do que eu amava ela, e eu queria mudar isso. Mas eu não tinha a mínima noção de como ir pra lá. Eu e a Aimê íamos nos vestir de palhaças e ir para o semáforo pedir dinheiro, era essa a saída.
     E enquanto eu me encantava ainda mais com as coisas que essa coloninha me dizia, com as coisas que ela postava no tumblr dela, com as fotos dela no face, o tempo passava e eu ficava mais perdidamente apaixonada por ela e o meu coração era esmagado cada vez mais pela incerteza de tudo isso. Mas, num dia por aí, eu ganhei uns convites pra inauguração da arena, meu, vendi! Ganhei o dinheiro de uma passagem e mais um pouco, daí enganei mãe, pai, irmã, tia, dinda, menti até não poder mais e me mandei pra Santo Ângelo, fui né, toda cagada, mas fui. A guria ficava dizendo que sou inteligente e nhé nhé, capaz de eu chegar lá e ela me mandar dar meia volta, vá que.
     Mas daí eu cheguei à rodoviária e vi uma formiga com as mãos nos bolsos, com os ombros levantados e a cabeça entre eles, camiseta do colégio e bermuda curtinha, não sei como não morri, fui lá dar um abraço, tive uma leve impressão de que ela ia me dar um beijo e eu desviei, mas pode ter sido só impressão. Daí eu já cheguei sendo cavala com a porta do taxi, foi sem querer k. Eu tava morrendo de vergonha, puta merda, ainda bem que a Li tava junto. Mas depois que estávamos sozinhas eu não sabia o que fazer, foi ela que disse “vem aqui” e me beijou primeiro, foi só o primeiro de vários momentos, com ela, que fizeram meu ano ainda mais surpreendente e histórico na minha vida... Eu já não tava mais com tanta vergonha. Lá na Laura, até fui meio safada durante o Jackass. Mas foi observando ela durante o dia, a vendo fazer as coisas, que percebi o quão sortuda eu sou, o quão delicado é o andar das nossas vidas, vi a importância de cada coisa minúscula estar em seu devido lugar, ela é o ser mais fantástico que já conheci, impossível não sorrir na companhia dela, é contagiante. Ela me fez ver que as coisas velem a pena, partilhou muitas ideias comigo, me mostrou outros pontos de vista sobre alguns assuntos e nem se importou por que eu não sei abrir um sutiã. Levamos um cagaço na sala que deuzulivre, mas nas noites calmas, onde o silencio era obrigatório pra não acordar a mana que dormia logo ali, a minha vontade era de não desgrudar meu corpo do dela, tampouco minha boca dos pequenos lábios dela... Eu descobri também que, de gata borralheira, que cozinha, passa, varre e limpa os pelos da gata, a minha pequena se transforma em Cinderela, era a mais esplendorosa da tão esperada festa de formatura, eu simplesmente não conseguia tirar os olhos daquela obra de arte. Era a natureza mostrando-se perfeita mais uma vez.
     Mas tenho que confessar, na noite da festa, me deu uma dor súbita, foi um vazio imenso no peito, eu senti como se tivesse perdido ela... Foi depois de saber que a Liara tava em dúvida sobre ser gay e tal, eu não consegui evitar, fiquei mal mesmo, daí saí de perto pra não perceberem, foi a única vez que gostei da menina-homem ter vindo tirar meu amor pra dançar, daí pude sair sem dar explicações... Mas me acalmei e depois voltamos pra dançar.
Essa é uma parte ainda fraca em mim, não me acho boa o suficiente, nunca, sempre acho que pode aparecer qualquer um e levar as coisas das quais eu dependo e, nesse caso, não era qualquer um.
     Mas deixei isso de lado, até comentei uma ou duas vezes com ela, mas tentei não dar muita atenção.  Aproveitamos os dias restantes e o tempo passava rápido demais, esse filho da puta. Quando vi, já tava arrumando minha mala pra voltar, e ela me deu um coração de pelúcia, me arrependi de não ter deixado minha camiseta verde com ela. Indo pra rodoviária, tudo passava pela minha cabeça confusa, as pessoas incríveis que conheci, os lugares que fomos, o tanto que caminhamos, os beijos na janela, do café que ela me ensinou como faz de verdade, o picolé de morango que era melhor que o de uva, as piadas do padrasto dela, o tererê e a carne, as brincadeiras que a gente tinha a qualquer momento e o cheiro dela na minha camisa. Enquanto isso, eu pegava na mão dela, eu não queria soltar nunca mais... Chegamos na rodoviária, o coração foi apertando ainda mais, quando ela disse que tinha que ir, que não queria deixar  a madrasta sozinha, eu quis dar um ultimo beijo, mas não sei, tava difícil até de respirar, ela me abraçou por um tempo e saiu. Eu entrei no ônibus e chorei... Depois chorei pelas nuvens, chorei pela perfeição do equilíbrio das nossas vidas que, como as musicas daquela rádio, tem que ser reanalisadas pra não ter seu conteúdo posto fora, que, como o livro, tem que ser revista pra não ser desperdiçada, porque, afinal, a vida é como as nuvens que se fizeram presente nesta minha viagem, basta um piscar de olhos, e ela muda de direção, de sentido e de propósito, e jamais volta a sua forma original, jamais.

~Requiem

"Ferrolho!"

Sinto falta da minha infância
dos meus tempos de criança
dos "pega-pega" e das risadas
D'um tempo puro sem malícias
onde o ingênuo ser sorria,
brincava, eram tempos de alegria
repletos de beijos e de carícias.

E agora, num faz-de-conta real
sem "café-com-leite" ou "ferrolhos"
cheio de regras d'um penal
onde os pequenos, os pimpolhos
não ouvem mais o tic-tac
do reloginho nem os zig-zags...

----------< o >----------

Perdida nas teias das memórias a minha infância se esconde dos bichos-papões quem brincam de pega-pega, num armário cheio de monstros.


~Bruno Agostta

Lairo, meu passado sátiro

Mergulho num abismo profundo
que me leva a imensidão

uma dor que sinto ao fundo
não se ergue nenhuma mão.

Os demônios do passado surgem
a minha caminhada urbana
tento me esquivar mas conseguem
ultrapassar a criatura humana

Estou de frente, tremendo,
vejo a criatura sorrindo, fria,
os dentes sujos de quem tem medo
não sei a que mal me faria.

Ela me vê com maior sim(anti)patia
me cumprimente ironicamente, fria.

Vim buscar-te, diz ela, vamos, está atrasado
mas recuso-me a ficar peso no passado

Não fujo após a decisão, eu fico
e quando seu sorriso se some
eu o abraço e lhe digo:
Fique, sem uma história, eu não sou homem.



~Bruno Agostta

Uma frase apenas...

Sozinho no escuro sem fim, perdido numa mente perturbada, um caminho não percorrido se foi, enquanto recordo-me da estrada, um par de asas esquecidas eu busco, mas o cansaço não me permite levantar, preciso ir para a casa, mas não possuo asas para voar.

~Bruno Agostta

domingo, 23 de dezembro de 2012

Sons no vazio d'um choro flautista.

Só, incessante, um som de flauta chora
perdera-se no escuro, não vê saída
e a sala outrora alba, escurecia
e o flautista não vê meios de ir embora.

Incessante e só, um som de flauta chora
emitindo suas notas na imensidão vazia
espera no escuro e não vê a hora
de ver na luz os sons que fazia.

Só, incessante, chora um som de flauta
numa espera longa e tortuosa
em busca de alguém que preencha a falta
de um som amoroso d'uma flauta melódica.

Poema baseado na obra "Ao longe os barcos de flores" de Camilo Pessanha.

~Bruno Agostta

Minh'alma borboleta

Um sentimento aprisionado
de uma alma sentimental
junto ao coração pressionado
forma um terrível mal.

Como a borboleta presa
do outro lado da janela
pousada na flor sobre a mesa
fixo o olhar nela.

Ela olha o céu na rua
e suspira (imagino eu)
a liberdade tão sua
e um coração tão meu.

Com meu pesar no peito
abro para ela a janela
e eu, com este feito
me sinto livre, como ela.

~Bruno Agostta 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

ÓDE (ódio) ao passarinho

Passarinho bonito que canta pela manhã
que abre a boca anunciando o belo dia,
custa cantar mais baixo ?
e não me acordar seu filho da mãe!

~Sir Letters

Os Morangos

     A vizinha espiou por cima do muro:
-Bom dia, seu Agenor.
-Bom dia.
-Que lindos estão estes morangos, que maravilha
-O senhor não colhe, seu Agenor ? Estão no ponto
-Não gosto de morangos.
-Que pena, aqui em casa somos todos loucos por morangos. As crianças então nem se diga. Se não colher vão apodrecer no pé, uma judiação.
-É.
-Se o senhor não se incomodasse eu colhia um pouco, já que o senhor não gosta de morangos.
-Com licença, preciso pegar o ponto na repartição.
-À vontade, seu agenor. E os morangos ?
-Não prestam para comer, tem gosto de terra.
-Pena, tão lindos !
     Saiu para a repartição. Voltou a noite. O luar batia em cheio no canteiro de morangos. Acercou-se em silencio. Estavam bonitos mesmo. De dar água na boca. Pena que não pudesse come-los.
     Suspirou fundo.
     Mariana, tão linda. Linda como uma flor. Mas tão desleixada, tão preguiçosa. Comida malfeita, roupa por lavar, pratos gordurosos. E aquele gênio! Sempre descontente, exigindo tudo o que não lhe podia dar, espezinhando-o pelo seu magro ordenado.
     Fora realmente uma gentil ideia de plantar os morangos depois que a enterrara no jardim.

-Giselda Laporta Nicolelis

~Sir Letters

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Coração Negro

...Partido ao meio e colado de novo



Três da manha e não consigo dormir,
Pensando naquela amargura
Não sei se vou, ou se te deixo ir,
Meu coração não mais aguenta esse rio de penumbra

O que sinto, ódio e amor
Antagônicas que confundem a alma de um Sonhador.
Pensando em seus olhos cor de mel.
Cujo coração tem gosto de fel.

Não sei se parto ou se deixo ir
Minha base cai ao chão
Porém, não tenho uma opinião
O tempo passa, não consigo dormir.

Aquilo que foi paixão,
Ódio, 
Emoção,
Hoje não passa de comoção

Um coração negro, partido
Sem mais emoções por aquilo que já foi tido
Opiniões formadas, odeio-o, amo-a
Antagônicas para esta dama...

Quanto quisera que fosse mentira
Mas hei de acreditar que já esteja de ida
Princesa Linda, o que começou como amizade verdadeira
Tornou-se um poço de paixão e sofrimento.

Por estas letras escrevo-lhe:
Meu grande erro foi te conhecer
Porém a grande benção foi saber o quanto você me fez viver

Se trata-se-me como te trato
Ficaria feliz por um momento
São quatro da manha e não consigo dormir
Lembro de seu sorriso, o ódio passa, vem o sofrimento.

---------------------
Espero que tenham gostado do poema. escrevi ele enquanto meus pensamentos estavam confusos e desorientados, as 3 da manhã 
 ~Sir Letters

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fuga nº 38

Guardei minhas coisas, vou fugir
em busca de um céu e mar
juntei tudo, eu vou sair
buscar um coração para amar.

De mochila nas costas vou viajar
levo apenas a roupa de corpo,
um coração puro para te amar
e um sorriso imenso no rosto

Às montanhas ou ao mar azul
estou indo me encontrar no sol,
meu coração pertence ao sul
e ao frio debaixo do lençol.

Assim inicio minha fuga,
minha fuga da realidade
e tudo enquanto a pele enruga
eu vou à busca da verdade.


Na verdade não era pra eu ter postado essa, já que ela é/era a poesia de abertura do meu livro, tanto a poesia quanto o livro, possuem o mesmo nome... Acho que vou fazer umas alterações nele também...
 -Bruno Agostta

PS: Estou assinando as postagens porque logo logo teremos um novo autor no blog, sejam legais com eles sim?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A garota da estante dos livros memórias


Perdidos nas teias presentes nas estantes
estão os livros de segredos escondidos,
os amores que já me foram proibidos
não serão mais como os de antes, instantes.

O tempo não para, não freia nem desanda,
ele segue o rumo mesmo na desesperança
sorrisos, infâncias, amores e lembranças
são guardados nas poeiras sem demandas.

Não os esquecemos nada irá desmentir
que o passado repleto de imagens históricas
nunca será perdido com frases retóricas
nem num presente futuro que está por vir.

Mas a garotinha meiga dona desta estante
não suporta perder nenhuma teia do passado
para ela, o futuro é o próprio fruto do instante
e o presente é o pretérito mais do que estado
guarnecido e aquecido pelos demais infantes
que habitam a mente e sua própria estante.

  Para Laíse Finatto e suas memórias mais profundas.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Amiga escondida.

   Quem leu o caderno da Kzuka na zero hora sabe de quem eu falo, quem estuda no CT também, o fato é que fiquei tão honrado em ver ela lá e ter ela na minha turma por um dia que fosse, que resolvi fazer uma poesia em homenagem a ela, a "espiã" da Kzuca e da educação. Bom, Vamos ao poema!


         Amiga escondida

Um bichinho novo, estranho,
diferente dos demais
a nova ovelha do rebanho
entrou quando não se quer mais.

"Aluna" nova, farda barrasca
mas quem dera que soubessem
que a "espiã de Nebrasca"
busca o que todos merecem.

Qual teu dever bela dama?
Por que está aqui querida?
"Busco as respostas, demanda
que curará esta ferida."

A educação pede respostas
e está ela, dama, a procura,
com disfarce de aluna posta
num meio em busca a cura.

Obrigado pela visita
esperamos que consiga.
Nós, minha querida,
te acolhemos como amiga.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Quadro ambulante

Pela janela do ônibus vejo
paisagens de muitas cores,
o céu arroxeado pelo nevoeiro
e a face rubra de muitos amores.

O sol se põe no horizonte
dando ao quadro outras cores
o misto roxo, laranja e rosa
faz vadiar até Caronte.

Quando escurece e a lua aparece
o negro-azulado se faz presente
as pinceladas brilhantes do artista
enfeitam o quadro que se esclarece.

Religião vaga

As manchas escuras de café me lembram
as grossas gotas de sangue escorrido
pela garganta d'um moribundo amigo
que há anos fiéis relembram.

As marcas no pó que piso agora
ainda sujam a terra santa
tão verde e bela já fora outrora
como lembranças do meu eu criança.

Tão novos no rebanho e nos conhecemos
perante a vida, não víamos a morte
da inocência de um ser sem sorte
lutando tanto e nunca vencendo.

Tão ingênuos eram os padres
que em mais nada acreditariam
e as orações do benditos frades
voltou a tona para os que O viam.

Abriu os olhos dos benfeitores
criou a crença, agora sem nexo
sentiu Ágape, maior dos amores
conheceu-se tudo desde o próprio sexo.

Sumir e reencontrar

Tantas vidas consumidas
por um pra sempre que termina
com um beijo desviado
de um olhar desmiolado.

Quantas dores, ai de mim
os amores estão no fim
não suportam mais o tempo
os sentimentos, eu aguento.

Quero fugir, ir embora
e não olhar para trás, correr
sentir o vento e também crer
que há outro amor ali fora.

Vou buscar este peito
este lábios, estes beijos
sendo guiado por seus reflexos
de olhares mais complexos.

Mas eu não vou
esquecer da minha base,
meus amigos, não a parte
meu irmão com quem estou.

Fugi para um lugar qualquer
esperando encontrar aos pés
a concha mais bonita para ouvir
o mar e o vento, vou sair.

Correr para o convés
e observar o sol se por
no horizonte do amor.

sábado, 27 de outubro de 2012

O menino catador de pedras.


Olá pessoinhas que "leem" o meu blog, faz tempo que não atualizo né? Bom hoje eu vou postar uma parábola que criei via mensagem de texto e achei tão bonitinho que resolvi postar por aqui...

                       
O menino catador de pedras.

     Era uma vez um menino, tinha ele uns 10 anos, que na escolinha passava o intervalo do recreio, dia após dia, catando pedrinhas que encontrava pelo chão, as que ele achava mais interessantes levava para casa e as expunha ao topo do quarto numa  prateleira. Passado uns dias, enquanto catava pedrinhas novamente, ele pensou: "Por que estou só? Por que não catar amigos assim como estas pedrinhas? Posso expô-los ao mundo como faço com as minhas pedrinhas" - E então o menino catador de pedrinhas mudou e começou a catar amigos e expô-los ao mundo. Algumas pedrinhas por fora eram bonitas mas ele descobriu que ao caírem se quebravam, eram falsas pedrinhas e amigos. Outras pedrinhas eram sujas e feias por fora mas descobriu também que ao lava-las com carinho elas se tornavam brilhantes e belas, eram pedras preciosas escondidas na poeira do mundo. O menininho cresceu e hoje lhes escreve, sim, sou eu, o catador de pedrinhas que não possuía amigos até perceber que era uma ilusão, terrível, mas apenas uma ilusão. Às vezes, descobrimos que um amigos está escondido por detrás de uma mancha enorme de ira, mera ilusão, eles apenas esperam para ser descobertos na poeira, para serem lavados com o carinho amigo e assim se mostrarem o mais precioso diamante lapidado. Desde que comecei a catar amigos, jurei que nunca decepcionaria um amigo e que por pior que fosse a situação que se encontram, eu estarei lá, bem ao lado, para ajudar a superar os problemas e vencer obstáculos. Portanto você, que está lendo isto agora, você que é meu amigo e que será um amigo, não tenhas receios de me pedir ajuda ou consolo, estarei junto de ti para secar suas lágrimas, te dar um abraço sincero e manterei a minha promessa. Obrigado por serem a razão da minha existência.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

"Minha ama" e frases aleatórias

 Minha ama
Docemente ela chama,
o meu nome ela clama
deita-se na cama
e simplesmente me ama.

-----------//-----------

A fria névoa não cobre a minha alma, apenas descobre o que nunca a acalma, o Amor!


Devido a ausência de cores o ser humano sorri, meu peito infla de amores e vou ao mundo colorir!


Os sentimentos são profundos, o homem é que é raso demais.


Os pessimistas vêem espinhos nas rosas; os otimistas, rosas em espinhos e os realistas vêem que mesmo as coisas mais belas e puras tem seus defeitos e defesas.


O ser humano é completamente insatisfeito, quanto mais ganha, mais quer e quando perde ele sofre, mas ergue a cabeça e segue em frente, ultrapassando os limites impostos por ele mesmo.


Quando os meninos entenderem o que as mulheres pensam, eles tornar-se-ão homens.


Pós-escuridão

Procuro o sol sumido
dentro do teu sorriso.
A tempestade se expande
no castanho, no sangue.

Trovões ensurdecem
e raios emudecem
os tolos palhaços da praça
cujas piadas perderam a graça.

Não encontro a luz
apenas o negro sol
coberto de alcaçuz
e descoberto no bemol.

As seminotas ecoam
na praça, todos sorriem
os músicos entoam
e os artistas riem.

O hino d'amor fora cantado
o majestoso astro surgia
os passantes encantados
brilhavam a luz do dia.

As vezes sou...

Quem sou eu?
Quem vou ser?
Isto é seu
ou meu dever?

Mudo constantemente
de forma e pensamento
não sei quem sou realmente
meu grande contentamento.

As vezes sou pedra
uma ametista quieta
energizada e de quebra
sigo em linha reta.

As vezes sou ave
livre e solta a voar
a mim não cabe
uma prisão para dar.

As vezes sou criança
serelepe e risonho
livre na infância
humilde nos sonhos.

As vezes sou velho
corcunda e sábio
conto linhas em vermelho
falo mas não com lábios.

As vezes sou jovem
rebelde e confuso
as coisas me movem
por isto eu mudo.

Quem sou eu?
Quem vou ser?
Isto é teu
ou meu dever?

domingo, 7 de outubro de 2012

"Infinita chuva" e "Sou"

Infinita chuva

Enfim vem a chuva
levar as lágrimas dela
que de sofridas
durarão mais que eras.

A tempestade surge
o vento forte faz voar
as lembranças que um dia
se perderam pelo ar.

Risadas, beijos e juras
se foram para longe daqui
voaram, voarão e ainda voam
para o infinito em que te vi.

-------------//---------------

Sou...
Sou o poeta do corpo,
sou o poeta da alma
não importando o pouco
que eu tenha de calma
eu escrevo como eu respiro
e choro como desenho.
As letras, um pensamento
um momento, um suspiro
                          [de amor.]

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Pensando...

   Estava eu aqui nas redes sociais (facebook de plantão xD), lendo alguns comentários sobre uma competiçãozinha que de Yu-Gi-Oh. Para quem não sabe, Yu-Gi-Oh é um jogo de cartas e monstros cujo objetivo é zerar os pontos do seu adversário com ataques das cartas e assim vencer o jogo, típico jogo de infância graças ao desenho/anime que tanto vimos e admirávamos. Voltando aos comentários, os alunos que discutiam falavam a respeito de um ser mais maduro que o outro e que jogar este "joguinho" era coisa de criança, mandando crescer e aparecer, em outras palavras, imaturos discutindo.
   Pensemos, o que é ser maduro? Analisemos os dois lados da discussão:

Lado Yugi (que iriam participar do "duelo") :

"Velho,acho que não te avisaram,mas "crescer" não é sinônimo de ser "v1d4 l0k4", ver quem come mais, não jogar mais,não brincar. crescer é compreender o que é a vida,o que ela significa,crescer é perceber o que acontece ao teu redor,crescer é abrir a tua mente pro mundo,aprender a viver,filosofar,amadurecer."

"
eu acho que pra dar orgulho pro meu pai basta eu ser eu mesmo. palavras dele. eu ja orgulho o meu pai demais,ele me ama,e eu amo ele. e pelo menos eu uso o português correto em comentários. descanse em paz,gramática....."

"
e você não sabe nada sobre a minha vida,sobre a minha família. tu não sabe nada sobre mim. ou seja,tu não tem o direito de me julgar. não julgue os outros antes que possa olhar no espelho e julgar a si mesmo. o pior erro do ser humano é olhar para os defeitos dos outros e esquecer dos seus próprios."

"a
cho que defini o meu ponto. deixo para os outros julgarem agora. quem está certo? o cara que não fala coisa com coisa,só fica usando palavras de baixo calão,80% do colégio não gosta,e simplesmente ignora os argumentos de outra pessoa pois não consegue criar uma resposta à nível,ou a pessoa que gasta o seu tempo escrevendo uma resposta elaborada,educada,e com valor?"

"
 
eu posso com prazer conversar com o senhor amanhã. com a condição que seja uma conversa apenas verbal. pois eu não duvido nem um pouco que o senhor queira "descontar em mim". e deverá ser em um local com outras pessoas circulando,de preferência amigos de ambos. por questões de segurança."


Lado Kaiba (que só tiram sarro do "duelo") :


"deixa o cara ele naum cresceu ate agora com 16 anos na cara e fika fazendo essas coisa de bixinha naum vai cresce mais"

"vai trabalha vai faze algumacoisa de util pra tua familia, para de dar vergonha pro teu pai"


"vai filosofar na casa do caralho, jungo quem eu quiser e naum vem acha q tu tem moral nessa budega"
"depois dessa ultima eu nem vo mais fala nada (...) 
a coragem um uma dadiva mesmo (...) de guri essa tua ultima"

   Não foi alterado nada de nenhum dos comentários, é uma observação, mas agora vejamos, quem é o maduro? Quem precisa crescer e mudar seus hábitos? Não importa não é?
Se não mexermos na vida de ninguém e prestar atenção apenas na nossa vida ou se simplesmente dermos a nossa opinião apenas nos assuntos mais necessários estaremos sendo maduros. Somos todos imaturos se não nos enxergarmos, somos mínimos perante a sociedade realmente "adulta", não importa idade, sexo ou tamanho, isto não é documento, o que importa é a nossa mente e nossos julgamentos de nós mesmos. Fiquem atentos aos seus comentários, ligue-se no se passa a tua volta e cresça.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Pelos sentimentos d'um leão ferido.

Tantas faltas, amores juras perdidas ao vento um coração, temores sem vida, inventos. Tudo na vida passa todos sofrem por mim dói na alma escassa pelo amor no qual vim. Sorri um dia, um dia hoje eu choro o mar seu coração eu via mas sem saber amar.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O país dos horrores


   Antes de começar a escrever a poesia quero avisar uma coisa: também escrevo poesias mórbidas então não se assustem se lerem alguma e acharem horripilante demais... Vamos ao poema.

O País dos horrores

Rapidamente olhei ao lado
o coelho branco que me vira
seu relógio pendia nos dedos
devido a um ataque de ira.

Em frente havia o palácio
vermelho tingido, devido a guerra
as rosas, outrora brancas
enrubesceram igual a terra.

O belo jardim estava em chamas
as flores falantes emudeceram
a lagarta morrera, fumante
e os céus escureceram.

A hora do chá não mais existe
onde se encontra a loucura?
a lebre, gato e rato
se foram, sem mais frescura.

O país das maravilhas se fora
e a Alice gélida, morta
repousa timidamente
a beira da velha toca
de coelho, torta.

Notaram que é uma versão apocalíptica de "Alice no país das maravilhas" né? Peço desculpas por matar a Alice, arrependo-me muito por isto...

O anjo da rosa ou vice-versa

O frio que gela o corpo
não atinge a minha alma
mesmo que esteja morto
eu mantenho a minha calma.

Se um dia me ver defunto
pode crer que não sofro
voo livre e me vou junto
aos céus distintos, outros.

Sorria meu bem, sorria
a rosa rubra repousada
sobre a sepultura fria
não murcha por se ousada.

Ela vive como eu vivo
livre do peso morto, corpo
entre os céus sobrevivo
sorria, não estou morto.

As rubras asas sobre ti pouso
como protejo minha bela rosa
e sobre o teu sorriso eu ouso
a te proteger, minha prosa.

domingo, 23 de setembro de 2012

Reflita...a imagem fala por si só


Luz azul

A borboleta voa à janela aberta
sua cor azul resplandece à sala
o altivo trono que está na ala
inveja-a por sua cor tão bela.

O altar cinza tão deprimente
arregala-se por tamanha beleza
a borboleta tão sorridente
anima o salão da realeza.

Fantasmas cinzas dos reis mortos
iluminaram-se pelo ar tão leve
da luz azul que derrete a neve
das almas frias dos defuntos tortos.




Mario,o passarinho


 

Vale lembrar e explicar que um dos autores que me inspiraram foi o poeta (grande poeta) Mario Quintana. Era um humano simples que gostava de sentar num banco de um praça em especial e ficar observando as pessoas,feito um passarinho,como ele mesmo escreveu:

 
   Poeminha do contra

"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho! " (Mario Quintana)


Depois deste, resolvi lhe escrever uma homenagem, então vamos ao poema:

Mario, o passarinho

Dorme passarinho
teu sono eterno
não fuja do ninho
em pleno inverno.

Voe passarinho
tão alto e sereno
não caia do ninho
em reles venenos.

Viva passarinho
tão alegre e belo
não percas o ninho
não percas o elo.

Em nossa mentes viverá
em nossas vidas, estará
tão eterno quanto o teu voo
é tuas palavras que entoo.


Obrigado Passarinho.

Fogo gélido

Frias mãos seguro
a gélida face tão doce
que permanece o sorriso puro
belo gesto por pior que fosse.

A morte ainda não chegara
e então, por que está tão fria?
É a tristeza que gela minh'alma,
é a melancolia que tu sofrias.

Uma lágrima cristalina rolou
e pousa delicadamente em teu rosto
o formato belo do amor ficou
na gélida dama que reluz com gosto.

Outrora fria, irradia a cor
já fora gélida, estás rubra.
Era tão triste e encontrou o amor.

A lágrima que era muda
deu seu toque, seja qual for
sussurrou no ouvido da surda:
"não fique triste, eu sou o amor."

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Lágrimas de amor

É, este romantismo
tão belo e louco
excêntrico mimo
de poetas roucos.

Roucos e loucos
por amores sofridos
ódio este reprimido
por muito poucos.

Amor belamente ornado
de rosas e cantigas
de doces anjos,entre vigas
rasgando os céus a nado.

Terríveis mortes ei de ver
mas belos amores também
fins não tão belos vou rever
e lágrimas assim vem
aos olhos de quem lê.

Tormenta e acalenta

Chuvas, tempestades
sinônimo de iras, inimizades
mas para minha pessoa
é uma coisa boa.

Ventos gélidos uivam
trovões,raios em zigue-zague.
Pingos d'água, sangue
das nuvens que choram.

Minh'alma se acalenta
e sorrio feliz na chuva
tempestade, tormenta
cai bem feito luva
nesta manhã cinzenta.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Confusão

As vezes é confuso
não sei o que sinto
não sei qual o uso
das palavras que minto.

Um período de alegria
seguido da pausa da dor
reflito com o que for
que causa esta alergia.

Será que amo?não sei;
Será que sofro?porquê?
Será um riso?trancado?
Será algo?o que?

Não sei o que sinto
porque sou confuso,
trancado não minto
do"o que?"ou"contudo".

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Bailarina

Levemente ela vem vindo
suavemente tocando o chão
o balé, sua paixão
com a sinfonia vai-se indo.

A dança é uma poesia
tão romântica quando Dias
cada passo abre vias
para um mundo no qual seria.

Um giro, um suspiro, um amor
nem o orvalho que repousa,
nem a mais suave louça
é tão leve quanto a flor (Bailarina).

Bailarina de pés mansos
rodopiando seus avanços
enfeitando,sonhando,não em vão,
suspirando profundamente de paixão.

------------- / / --------------------

Aproveitando o espaço deixo mais uma estrofe sem título, sem nada, apenas sentimentos:

Exclusão social imoral,
outro gosto silábico musical,
Gente estranha em festa esquisita
sinto-me um sado-masoquista.


PS:realmente não tem nada a ver com a poesia de cima, mas não poderia deixar de postar esta.

domingo, 9 de setembro de 2012

Parábola da ovelha negra

O pastoreiro perdera sua lã
de jumento e cajado fora buscá-la
que seria do lago sem a verde rã
o do amor sem poder beijá-la.

Assim como o lago e o amor
o seu pastor não o és sem o ovino
o desgarrado procura a flor
para seu pai oferecer,divino.

A ovelha negra sempre foi branca
de pura alma sempre foi feita
a gentileza da flor,colheita
recompensou sua pata manca.

O pastorzinho agradecido
abraçou a ovelha com amor
amor de pai, aquecido,
reluzente e farto de cor.


 PS: Gostaria de ler a interpretação de vocês, escrevam nos comentários, sim?

Luz,por favor!

Sim, sou um adolescente
confuso,mas estou firme,
luto  por um mundo decente
não perfeito como nos filmes.

Quero um mundo real
sem misérias,sem fome
livrai de todo o mal
o homem que não come.

Quero o verde das florestas
quero animais fora da linha,
linha de risco tão besta
que existir não podia.

Quero o azul dos lagos
e o azul puro do céu
contarei com todos os magos
para removermos o véu.

O negro véu que cobre o sol
impedindo a branda luz
os músicos tocam em bemol
enquanto imploramos: "Mais luz!". 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Apenas um jovem


   Por detrás de efêmeros livros e folhas rasgadas, entre vinhas de notas e partituras amassadas, em frente ao reflexo de espinhas e curtos cabelos, se encontra um jovem, um poeta, um músico, um artista, apenas um mortal.
  Um ser humano de características simples, nada excepcional, apenas um grande desejo de entender, analisar e concluir o que se passa em sua volta... "A curiosidade matou um gato!", então, eu morrerei feliz.
   Um jovem estranho, analista, escritor, otimista, bobo, realista, inútil e desenhista. Um jovem sem mais nem menos, mortal, errante e que tenta aprender com os erros, enfurecido talvez e pessimista também, não o irrite! pode lhe resultar a uns bons hematomas e dores no corpo, um ser humano normal.
   Coloca nas letras o sentimento formal e informal, as lágrimas de dor e o sangue rubro, os abraços sinceros e os afagos chatos, um beijo roubado e um tapa no rosto. Carrega consigo seu jeito de moço, rapazola, um velho careta e um sorriso no rosto.Os amigos de peito e os laços da alma, o romantismo sem freio que nunca se acalma, mas sabe bem, este moço, o que se passa ao redor, não sai avoado sem pena, sem dó,  pois afinal ele é um analista de rosto rosado, de coração cicatrizado e de mente (bem) aberta.
   Um simples poeta, sem gosto de festa, com amor em travessas, de "lindas" palavras, sem rumo e sem pressa, um simples humano, mortal e sem graça, de fora do pano que cobra o infinito palco da vida, dos santos, da alma e é claro, de um jovem qualquer.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Novidades (depois de muuuuito tempo)

 Seguinte pessoas invisíveis que eu imagino que leiam o meu blog,desculpa pelo espaço de tempo enorme que deixo entre uma postagem e outra mas é que eu to escrevendo o meu primeiro livro sabiam? então não posso disponibilizar tantas poesias,mas creio poder deixar algumas reflexões e uns textos que tenho aqui. Não sei se sabem mas eu escrevo desde (mais ou menos) a metade do ano retrasado e só me empenhei mesmo na escrita no final do ano passado,agora perguntem-me "por que tanto tempo para escrever pra valer?",simples, eu não me achava bom o suficiente para escrever,sempre me achei crianção demais,imaturo demais,não acreditava que seria lido,aplaudido ou elogiado,resumindo eu era um idiota.Uma dica pra vocês leitores nos quais são escritores,pintores,desenhistas,grafiteiros,etc,etc e etc...acreditem em vocês mesmos,mostrem o seu talento,tenha orgulho de sua arte mas nunca,nunca mesmo deixe se levar pelo medo de ser um fracasso e nunca pare de tentar aperfeiçoar a arte,pois tudo que é belo,inspirador sempre pode ser melhor,criativo,vibrante mesmo em preto e branco.
 Deixo a vocês alguns poemas de minha autoria.

                                                                                       Bruno Agostta



   Aos amigos (todos eles)


Amigos,amigos,grandes amigos,
sem eles não vivo,
sem cor e sem asas,
sem conto de fadas.

Florestas verdejantes,
vejo tons brilhantes,
vejo pássaros cantando,
vejo Zéphiros voando.

Amigos,amigos,grandes amigos,
são como florestas,
são dias de festas,
são melhores amigos.

---------------- / / -----------------

   Mistura de tudo

sou uma mistura de tudo
romântico,mitológico
Camões e Castelo Branco,
mas eu não sou mudo.

Penso e Falo tudo
como todos os autores
mostro algozes,
mostro o mundo.

--------------- / / -----------------

   Sociedade?!

Sugerindo ideias novas
sou aceito a certo grupo
sociedade uma ova!
de erros eu não me culpo.

Perguntei-me o que deixo
para a prole que se segue
deixei cair-me o queixo
pois nada se consegue.

O verde está extinguindo,
os rios estão secando
e os sinos estão tinindo.

Sem esperanças eu ando
com o futuro surgindo.
Façam o que eu mando
para não ficarem fugindo
da morte e seu manto.

domingo, 15 de abril de 2012

Palavras d'água - Autoria:Bruno Agostta

Nunca fiz teatro mas sei usar palavras
uso-as como se fossem água,
água dos santos que me embebedam.
E com a santa água sei usar
a santa palavra como se fosse
simplesmente água.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A bordo da nave-terra - Autoria:Bruno Agostta

Bem vindo à nave
criatura mole,rosada
e de esqueleto interno,
bem vindo à nave.

Somos seres como você
rosados e internamente esqueléticos
embora tenhamos manchas
somos seres como você.

Há também outras cores
mas internamente iguais
somos eu e você rosados mas
há também outras cores.

Bem vindo à nave terráqueo
sua cabeça vai mudar
somos todos de outra mente,
bem vindo à nave terráqueo.

Somos do mesmo planeta
porém somos diferentes
e iguais também pois
somos do mesmo planeta.

Sou ser humano também
de estilo diverso,louco?
só um pouco,mas assim mesmo
sou ser humano também.
            [Bem vindo à nave.]

quinta-feira, 29 de março de 2012

Coração partido - Autoria:Bruno Agostta

Ah!mágoa esta que me consome
nem mesmo a morte há de aliviar
tantas lágrimas internas assume
meu coração cheio de pesar.

Chorai,chorai coração triste
jogues fora suas dores,ai
siga os caminhos que vistes
peque suas lágrimas e vai.

Tome rumo coração meu
amigos novos há de chegar
caminhe à sós,devagar,
lento e vagos são passos teus
           [oh! meu coração triste.]

Anjos caídos - Autoria:Bruno Agostta

Voe livre doce arcanjo
não pese seu coração
com a depressão
de um dia cair,anjo.

Se caíres não te esqueças
estarei aqui para te salvar
antes caíres do que percas
o doce gosto deste ar.

Salve lindo anjo de asas negras
venha a terra ajudar,vozes,
vozes gritando,vorazes
por suas asas negras,
          [sonhando em um dia voar.]

Para minha amiga Júlia - Autoria:Bruno Agostta

   nem sei se ainda lembras deste poema minha amiga,sim falo exclusivamente para ti e peço desculpas.

     Para minha amiga Júlia Azzi


A quanto tempo não falava
com você minha amada amiga?
no tempo que eu chegava
e aturava nossas brigas.

No tempo que eu aturava
meu ciúmes que aqui brotava,
no tempo em que eu lia
suas poesias como um guia.

Agora estou com saudades
meu coração está em partes
mas pretendo junta-las
e depois soldá-las
            [e nunca mais se separarem.]

   Lembro ainda como se fosse ontem como nos conhecemos,você abriu minha mochila sem querer no primeiro dia de aula e aquele tapa que me deste lembra-se dele? Pois é,nunca esqueci-me dele,ainda o sinto no rosto e sorrio cada vez que lembro,ah! Júlia que saudades tenho de ti,de ser consolado e de te consolar.Amo-te minha amiga,estarei aqui sempre,fala o que quiser,vou aonde estiver,nem que vá pra São "Jeromo" só pra te ver ou ouvir a tua voz,lembrar de tudo e assim viver feliz,pois tive você como amiga por três longos anos,mas e depois? Ainda poderei ler suas poesias? Poderei te consolar? Batalhar com desenhos? sentirei tua falta pequenina Júlia de nariz vermelho.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Apenas Reflita

"O ser humano prefere falar pelas costas ao invés de olhar para dentro de si mesmo e refletir."

Elementos - Autoria:Bruno Agostta

Elementos

Oh!doce ar gelado
pare aqui ao meu lado
converse comigo
e seja meu amigo.

Oh!amarga terra molhada
por que cheiras tão bem
nesta bela madrugada?
acolha-me como amigo também.

Oh!fria água salgada
és límpida e sagrada
e como amiga a tenho
pois,és dela que venho.

Oh!fogo que arde intensamente
se és amigo de minha gente
queime as impurezas
presentes nas profundezas
              [de nossos corações.]

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mudanças

  Bom,Faz bastante tempo que não escrevo aqui não é? Quem vem dar uma olhadinha notou que alguns posts foram excluídos ,houve mudança de nome e outras coisinhas.
  É bom mudar de vez em quando não é?Aposto que é.Bem,explicando o novo nome e a imagem aqui posta:Duo,Dois,assim como a maçã ao lado temos todos dois lados que nós mesmos criamos bem agora eu estou prestes e revelar meus dois lados aqui,num pequeno espaço a parte do mundo real.Um blog.

  Aproveitem a nova reforma e espero que gostem.

Sempre sincero.
                                                  Bruno Agostta.