terça-feira, 9 de outubro de 2012

Pós-escuridão

Procuro o sol sumido
dentro do teu sorriso.
A tempestade se expande
no castanho, no sangue.

Trovões ensurdecem
e raios emudecem
os tolos palhaços da praça
cujas piadas perderam a graça.

Não encontro a luz
apenas o negro sol
coberto de alcaçuz
e descoberto no bemol.

As seminotas ecoam
na praça, todos sorriem
os músicos entoam
e os artistas riem.

O hino d'amor fora cantado
o majestoso astro surgia
os passantes encantados
brilhavam a luz do dia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário