Passarinho bonito que canta pela manhã
que abre a boca anunciando o belo dia,
custa cantar mais baixo ?
e não me acordar seu filho da mãe!
~Sir Letters
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Os Morangos
A vizinha espiou por cima do muro:
-Bom dia, seu Agenor.
-Bom dia.
-Que lindos estão estes morangos, que maravilha
-O senhor não colhe, seu Agenor ? Estão no ponto
-Não gosto de morangos.
-Que pena, aqui em casa somos todos loucos por morangos. As crianças então nem se diga. Se não colher vão apodrecer no pé, uma judiação.
-É.
-Se o senhor não se incomodasse eu colhia um pouco, já que o senhor não gosta de morangos.
-Com licença, preciso pegar o ponto na repartição.
-À vontade, seu agenor. E os morangos ?
-Não prestam para comer, tem gosto de terra.
-Pena, tão lindos !
Saiu para a repartição. Voltou a noite. O luar batia em cheio no canteiro de morangos. Acercou-se em silencio. Estavam bonitos mesmo. De dar água na boca. Pena que não pudesse come-los.
Suspirou fundo.
Mariana, tão linda. Linda como uma flor. Mas tão desleixada, tão preguiçosa. Comida malfeita, roupa por lavar, pratos gordurosos. E aquele gênio! Sempre descontente, exigindo tudo o que não lhe podia dar, espezinhando-o pelo seu magro ordenado.
Fora realmente uma gentil ideia de plantar os morangos depois que a enterrara no jardim.
-Bom dia, seu Agenor.
-Bom dia.
-Que lindos estão estes morangos, que maravilha
-O senhor não colhe, seu Agenor ? Estão no ponto
-Não gosto de morangos.
-Que pena, aqui em casa somos todos loucos por morangos. As crianças então nem se diga. Se não colher vão apodrecer no pé, uma judiação.
-É.
-Se o senhor não se incomodasse eu colhia um pouco, já que o senhor não gosta de morangos.
-Com licença, preciso pegar o ponto na repartição.
-À vontade, seu agenor. E os morangos ?
-Não prestam para comer, tem gosto de terra.
-Pena, tão lindos !
Saiu para a repartição. Voltou a noite. O luar batia em cheio no canteiro de morangos. Acercou-se em silencio. Estavam bonitos mesmo. De dar água na boca. Pena que não pudesse come-los.
Suspirou fundo.
Mariana, tão linda. Linda como uma flor. Mas tão desleixada, tão preguiçosa. Comida malfeita, roupa por lavar, pratos gordurosos. E aquele gênio! Sempre descontente, exigindo tudo o que não lhe podia dar, espezinhando-o pelo seu magro ordenado.
Fora realmente uma gentil ideia de plantar os morangos depois que a enterrara no jardim.
-Giselda Laporta Nicolelis
~Sir Letters
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