domingo, 23 de dezembro de 2012

Sons no vazio d'um choro flautista.

Só, incessante, um som de flauta chora
perdera-se no escuro, não vê saída
e a sala outrora alba, escurecia
e o flautista não vê meios de ir embora.

Incessante e só, um som de flauta chora
emitindo suas notas na imensidão vazia
espera no escuro e não vê a hora
de ver na luz os sons que fazia.

Só, incessante, chora um som de flauta
numa espera longa e tortuosa
em busca de alguém que preencha a falta
de um som amoroso d'uma flauta melódica.

Poema baseado na obra "Ao longe os barcos de flores" de Camilo Pessanha.

~Bruno Agostta

Minh'alma borboleta

Um sentimento aprisionado
de uma alma sentimental
junto ao coração pressionado
forma um terrível mal.

Como a borboleta presa
do outro lado da janela
pousada na flor sobre a mesa
fixo o olhar nela.

Ela olha o céu na rua
e suspira (imagino eu)
a liberdade tão sua
e um coração tão meu.

Com meu pesar no peito
abro para ela a janela
e eu, com este feito
me sinto livre, como ela.

~Bruno Agostta