Só, incessante, um som de flauta chora
perdera-se no escuro, não vê saída
e a sala outrora alba, escurecia
e o flautista não vê meios de ir embora.
Incessante e só, um som de flauta chora
emitindo suas notas na imensidão vazia
espera no escuro e não vê a hora
de ver na luz os sons que fazia.
Só, incessante, chora um som de flauta
numa espera longa e tortuosa
em busca de alguém que preencha a falta
de um som amoroso d'uma flauta melódica.
Poema baseado na obra "Ao longe os barcos de flores" de Camilo Pessanha.
~Bruno Agostta
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