quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Apenas um jovem


   Por detrás de efêmeros livros e folhas rasgadas, entre vinhas de notas e partituras amassadas, em frente ao reflexo de espinhas e curtos cabelos, se encontra um jovem, um poeta, um músico, um artista, apenas um mortal.
  Um ser humano de características simples, nada excepcional, apenas um grande desejo de entender, analisar e concluir o que se passa em sua volta... "A curiosidade matou um gato!", então, eu morrerei feliz.
   Um jovem estranho, analista, escritor, otimista, bobo, realista, inútil e desenhista. Um jovem sem mais nem menos, mortal, errante e que tenta aprender com os erros, enfurecido talvez e pessimista também, não o irrite! pode lhe resultar a uns bons hematomas e dores no corpo, um ser humano normal.
   Coloca nas letras o sentimento formal e informal, as lágrimas de dor e o sangue rubro, os abraços sinceros e os afagos chatos, um beijo roubado e um tapa no rosto. Carrega consigo seu jeito de moço, rapazola, um velho careta e um sorriso no rosto.Os amigos de peito e os laços da alma, o romantismo sem freio que nunca se acalma, mas sabe bem, este moço, o que se passa ao redor, não sai avoado sem pena, sem dó,  pois afinal ele é um analista de rosto rosado, de coração cicatrizado e de mente (bem) aberta.
   Um simples poeta, sem gosto de festa, com amor em travessas, de "lindas" palavras, sem rumo e sem pressa, um simples humano, mortal e sem graça, de fora do pano que cobra o infinito palco da vida, dos santos, da alma e é claro, de um jovem qualquer.