terça-feira, 9 de outubro de 2012

As vezes sou...

Quem sou eu?
Quem vou ser?
Isto é seu
ou meu dever?

Mudo constantemente
de forma e pensamento
não sei quem sou realmente
meu grande contentamento.

As vezes sou pedra
uma ametista quieta
energizada e de quebra
sigo em linha reta.

As vezes sou ave
livre e solta a voar
a mim não cabe
uma prisão para dar.

As vezes sou criança
serelepe e risonho
livre na infância
humilde nos sonhos.

As vezes sou velho
corcunda e sábio
conto linhas em vermelho
falo mas não com lábios.

As vezes sou jovem
rebelde e confuso
as coisas me movem
por isto eu mudo.

Quem sou eu?
Quem vou ser?
Isto é teu
ou meu dever?

Um comentário:

  1. Belo poema! Nada melhor para se sentir humano do que ter incertezas, ambiguidades, dúvidas e contradições sobre nossa verdadeira natureza. x)

    ResponderExcluir