Quem sou eu?
Quem vou ser?
Isto é seu
ou meu dever?
Mudo constantemente
de forma e pensamento
não sei quem sou realmente
meu grande contentamento.
As vezes sou pedra
uma ametista quieta
energizada e de quebra
sigo em linha reta.
As vezes sou ave
livre e solta a voar
a mim não cabe
uma prisão para dar.
As vezes sou criança
serelepe e risonho
livre na infância
humilde nos sonhos.
As vezes sou velho
corcunda e sábio
conto linhas em vermelho
falo mas não com lábios.
As vezes sou jovem
rebelde e confuso
as coisas me movem
por isto eu mudo.
Quem sou eu?
Quem vou ser?
Isto é teu
ou meu dever?
Belo poema! Nada melhor para se sentir humano do que ter incertezas, ambiguidades, dúvidas e contradições sobre nossa verdadeira natureza. x)
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