terça-feira, 25 de setembro de 2012

O anjo da rosa ou vice-versa

O frio que gela o corpo
não atinge a minha alma
mesmo que esteja morto
eu mantenho a minha calma.

Se um dia me ver defunto
pode crer que não sofro
voo livre e me vou junto
aos céus distintos, outros.

Sorria meu bem, sorria
a rosa rubra repousada
sobre a sepultura fria
não murcha por se ousada.

Ela vive como eu vivo
livre do peso morto, corpo
entre os céus sobrevivo
sorria, não estou morto.

As rubras asas sobre ti pouso
como protejo minha bela rosa
e sobre o teu sorriso eu ouso
a te proteger, minha prosa.

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