terça-feira, 25 de setembro de 2012
O país dos horrores
Antes de começar a escrever a poesia quero avisar uma coisa: também escrevo poesias mórbidas então não se assustem se lerem alguma e acharem horripilante demais... Vamos ao poema.
O País dos horrores
Rapidamente olhei ao lado
o coelho branco que me vira
seu relógio pendia nos dedos
devido a um ataque de ira.
Em frente havia o palácio
vermelho tingido, devido a guerra
as rosas, outrora brancas
enrubesceram igual a terra.
O belo jardim estava em chamas
as flores falantes emudeceram
a lagarta morrera, fumante
e os céus escureceram.
A hora do chá não mais existe
onde se encontra a loucura?
a lebre, gato e rato
se foram, sem mais frescura.
O país das maravilhas se fora
e a Alice gélida, morta
repousa timidamente
a beira da velha toca
de coelho, torta.
Notaram que é uma versão apocalíptica de "Alice no país das maravilhas" né? Peço desculpas por matar a Alice, arrependo-me muito por isto...
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Não se preocupe. Assim como dentro de cada um alice morre quando morre a fantasia, ela vive para sempre onde chamamos "lembrança" e "imaginação"....
ResponderExcluirUma morte física jamais mataria tal figura social! beijos da manola!