A borboleta voa à janela aberta
sua cor azul resplandece à sala
o altivo trono que está na ala
inveja-a por sua cor tão bela.
O altar cinza tão deprimente
arregala-se por tamanha beleza
a borboleta tão sorridente
anima o salão da realeza.
Fantasmas cinzas dos reis mortos
iluminaram-se pelo ar tão leve
da luz azul que derrete a neve
das almas frias dos defuntos tortos.

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