Mergulho num abismo profundo
que me leva a imensidão
uma dor que sinto ao fundo
não se ergue nenhuma mão.
Os demônios do passado surgem
a minha caminhada urbana
tento me esquivar mas conseguem
ultrapassar a criatura humana
Estou de frente, tremendo,
vejo a criatura sorrindo, fria,
os dentes sujos de quem tem medo
não sei a que mal me faria.
Ela me vê com maior sim(anti)patia
me cumprimente ironicamente, fria.
Vim buscar-te, diz ela, vamos, está atrasado
mas recuso-me a ficar peso no passado
Não fujo após a decisão, eu fico
e quando seu sorriso se some
eu o abraço e lhe digo:
Fique, sem uma história, eu não sou homem.
~Bruno Agostta

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