terça-feira, 25 de setembro de 2012

O país dos horrores


   Antes de começar a escrever a poesia quero avisar uma coisa: também escrevo poesias mórbidas então não se assustem se lerem alguma e acharem horripilante demais... Vamos ao poema.

O País dos horrores

Rapidamente olhei ao lado
o coelho branco que me vira
seu relógio pendia nos dedos
devido a um ataque de ira.

Em frente havia o palácio
vermelho tingido, devido a guerra
as rosas, outrora brancas
enrubesceram igual a terra.

O belo jardim estava em chamas
as flores falantes emudeceram
a lagarta morrera, fumante
e os céus escureceram.

A hora do chá não mais existe
onde se encontra a loucura?
a lebre, gato e rato
se foram, sem mais frescura.

O país das maravilhas se fora
e a Alice gélida, morta
repousa timidamente
a beira da velha toca
de coelho, torta.

Notaram que é uma versão apocalíptica de "Alice no país das maravilhas" né? Peço desculpas por matar a Alice, arrependo-me muito por isto...

O anjo da rosa ou vice-versa

O frio que gela o corpo
não atinge a minha alma
mesmo que esteja morto
eu mantenho a minha calma.

Se um dia me ver defunto
pode crer que não sofro
voo livre e me vou junto
aos céus distintos, outros.

Sorria meu bem, sorria
a rosa rubra repousada
sobre a sepultura fria
não murcha por se ousada.

Ela vive como eu vivo
livre do peso morto, corpo
entre os céus sobrevivo
sorria, não estou morto.

As rubras asas sobre ti pouso
como protejo minha bela rosa
e sobre o teu sorriso eu ouso
a te proteger, minha prosa.

domingo, 23 de setembro de 2012

Reflita...a imagem fala por si só


Luz azul

A borboleta voa à janela aberta
sua cor azul resplandece à sala
o altivo trono que está na ala
inveja-a por sua cor tão bela.

O altar cinza tão deprimente
arregala-se por tamanha beleza
a borboleta tão sorridente
anima o salão da realeza.

Fantasmas cinzas dos reis mortos
iluminaram-se pelo ar tão leve
da luz azul que derrete a neve
das almas frias dos defuntos tortos.




Mario,o passarinho


 

Vale lembrar e explicar que um dos autores que me inspiraram foi o poeta (grande poeta) Mario Quintana. Era um humano simples que gostava de sentar num banco de um praça em especial e ficar observando as pessoas,feito um passarinho,como ele mesmo escreveu:

 
   Poeminha do contra

"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho! " (Mario Quintana)


Depois deste, resolvi lhe escrever uma homenagem, então vamos ao poema:

Mario, o passarinho

Dorme passarinho
teu sono eterno
não fuja do ninho
em pleno inverno.

Voe passarinho
tão alto e sereno
não caia do ninho
em reles venenos.

Viva passarinho
tão alegre e belo
não percas o ninho
não percas o elo.

Em nossa mentes viverá
em nossas vidas, estará
tão eterno quanto o teu voo
é tuas palavras que entoo.


Obrigado Passarinho.

Fogo gélido

Frias mãos seguro
a gélida face tão doce
que permanece o sorriso puro
belo gesto por pior que fosse.

A morte ainda não chegara
e então, por que está tão fria?
É a tristeza que gela minh'alma,
é a melancolia que tu sofrias.

Uma lágrima cristalina rolou
e pousa delicadamente em teu rosto
o formato belo do amor ficou
na gélida dama que reluz com gosto.

Outrora fria, irradia a cor
já fora gélida, estás rubra.
Era tão triste e encontrou o amor.

A lágrima que era muda
deu seu toque, seja qual for
sussurrou no ouvido da surda:
"não fique triste, eu sou o amor."

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Lágrimas de amor

É, este romantismo
tão belo e louco
excêntrico mimo
de poetas roucos.

Roucos e loucos
por amores sofridos
ódio este reprimido
por muito poucos.

Amor belamente ornado
de rosas e cantigas
de doces anjos,entre vigas
rasgando os céus a nado.

Terríveis mortes ei de ver
mas belos amores também
fins não tão belos vou rever
e lágrimas assim vem
aos olhos de quem lê.

Tormenta e acalenta

Chuvas, tempestades
sinônimo de iras, inimizades
mas para minha pessoa
é uma coisa boa.

Ventos gélidos uivam
trovões,raios em zigue-zague.
Pingos d'água, sangue
das nuvens que choram.

Minh'alma se acalenta
e sorrio feliz na chuva
tempestade, tormenta
cai bem feito luva
nesta manhã cinzenta.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Confusão

As vezes é confuso
não sei o que sinto
não sei qual o uso
das palavras que minto.

Um período de alegria
seguido da pausa da dor
reflito com o que for
que causa esta alergia.

Será que amo?não sei;
Será que sofro?porquê?
Será um riso?trancado?
Será algo?o que?

Não sei o que sinto
porque sou confuso,
trancado não minto
do"o que?"ou"contudo".

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Bailarina

Levemente ela vem vindo
suavemente tocando o chão
o balé, sua paixão
com a sinfonia vai-se indo.

A dança é uma poesia
tão romântica quando Dias
cada passo abre vias
para um mundo no qual seria.

Um giro, um suspiro, um amor
nem o orvalho que repousa,
nem a mais suave louça
é tão leve quanto a flor (Bailarina).

Bailarina de pés mansos
rodopiando seus avanços
enfeitando,sonhando,não em vão,
suspirando profundamente de paixão.

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Aproveitando o espaço deixo mais uma estrofe sem título, sem nada, apenas sentimentos:

Exclusão social imoral,
outro gosto silábico musical,
Gente estranha em festa esquisita
sinto-me um sado-masoquista.


PS:realmente não tem nada a ver com a poesia de cima, mas não poderia deixar de postar esta.

domingo, 9 de setembro de 2012

Parábola da ovelha negra

O pastoreiro perdera sua lã
de jumento e cajado fora buscá-la
que seria do lago sem a verde rã
o do amor sem poder beijá-la.

Assim como o lago e o amor
o seu pastor não o és sem o ovino
o desgarrado procura a flor
para seu pai oferecer,divino.

A ovelha negra sempre foi branca
de pura alma sempre foi feita
a gentileza da flor,colheita
recompensou sua pata manca.

O pastorzinho agradecido
abraçou a ovelha com amor
amor de pai, aquecido,
reluzente e farto de cor.


 PS: Gostaria de ler a interpretação de vocês, escrevam nos comentários, sim?

Luz,por favor!

Sim, sou um adolescente
confuso,mas estou firme,
luto  por um mundo decente
não perfeito como nos filmes.

Quero um mundo real
sem misérias,sem fome
livrai de todo o mal
o homem que não come.

Quero o verde das florestas
quero animais fora da linha,
linha de risco tão besta
que existir não podia.

Quero o azul dos lagos
e o azul puro do céu
contarei com todos os magos
para removermos o véu.

O negro véu que cobre o sol
impedindo a branda luz
os músicos tocam em bemol
enquanto imploramos: "Mais luz!". 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Apenas um jovem


   Por detrás de efêmeros livros e folhas rasgadas, entre vinhas de notas e partituras amassadas, em frente ao reflexo de espinhas e curtos cabelos, se encontra um jovem, um poeta, um músico, um artista, apenas um mortal.
  Um ser humano de características simples, nada excepcional, apenas um grande desejo de entender, analisar e concluir o que se passa em sua volta... "A curiosidade matou um gato!", então, eu morrerei feliz.
   Um jovem estranho, analista, escritor, otimista, bobo, realista, inútil e desenhista. Um jovem sem mais nem menos, mortal, errante e que tenta aprender com os erros, enfurecido talvez e pessimista também, não o irrite! pode lhe resultar a uns bons hematomas e dores no corpo, um ser humano normal.
   Coloca nas letras o sentimento formal e informal, as lágrimas de dor e o sangue rubro, os abraços sinceros e os afagos chatos, um beijo roubado e um tapa no rosto. Carrega consigo seu jeito de moço, rapazola, um velho careta e um sorriso no rosto.Os amigos de peito e os laços da alma, o romantismo sem freio que nunca se acalma, mas sabe bem, este moço, o que se passa ao redor, não sai avoado sem pena, sem dó,  pois afinal ele é um analista de rosto rosado, de coração cicatrizado e de mente (bem) aberta.
   Um simples poeta, sem gosto de festa, com amor em travessas, de "lindas" palavras, sem rumo e sem pressa, um simples humano, mortal e sem graça, de fora do pano que cobra o infinito palco da vida, dos santos, da alma e é claro, de um jovem qualquer.