terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O Homem verde

A vasta mata aberta
acomoda os cumes em linha
os gnomos em suas cobertas
contam estrelas nas entrelinhas.

O poeta acompanha a vila
até o pai de toda a mata
ajoelhado ao verde Ramila
chora às sementes que cata.

"Perdoe por meus irmãos senhor,
perdoe, não sabem o que fazem,
juro a ti, cheio de amor
que reverterei o mal que fazem."

O homem verde orgulhoso
seu galho toca no ombro poeta
a luz dos olhos, sem indireta
brilham tanto em tom formoso.

"A ti concedo o meu apadrinho,
meu filho és, não chore mais,
voe alto, às nuvens, passarinho
cumpra seu dever, não olhe atrás".

~Bruno Agostta

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