A vasta mata aberta
acomoda os cumes em linha
os gnomos em suas cobertas
contam estrelas nas entrelinhas.
O poeta acompanha a vila
até o pai de toda a mata
ajoelhado ao verde Ramila
chora às sementes que cata.
"Perdoe por meus irmãos senhor,
perdoe, não sabem o que fazem,
juro a ti, cheio de amor
que reverterei o mal que fazem."
O homem verde orgulhoso
seu galho toca no ombro poeta
a luz dos olhos, sem indireta
brilham tanto em tom formoso.
"A ti concedo o meu apadrinho,
meu filho és, não chore mais,
voe alto, às nuvens, passarinho
cumpra seu dever, não olhe atrás".
~Bruno Agostta

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