quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Foste tu, águia traiçoeira...

Tanta vida tiveste tu outrora
tanto brilho no olhar fora extinto
pela escuridão de sua alma agora
tornara o sangue em puro vinho tinto.

Quando pela manhã te via sorridente
minh'alma ressurgia das cinzas
resultante do fogo estridente
das angustias de mim, ranzinza.

Agora o sol te foge pela boca
e a enegrecida noite surge
transpassando o peito com seus gumes.

A lua negra que aparenta louca
grita suas dores totalmente rouca
deixando o vosso coração impune.

~Bruno Agostta

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