quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Câmbio desligo!
Tantas vidas indispostas
tantas iras todas postas
num ombro teu, amigo
assim, câmbio desligo!
Fugi do caos dessa vida
com uma parceira tão querida
que me levou junto contigo
assim, câmbio desligo!
Um mundo inteiro de proveta
posto à folhas de prancheta
mostrei pra ela o meu castigo
assim, câmbio desligo!
Agora estou muito cansado
num mundo todo acabado
c'um violão aqui comigo
assim, câmbio desligo!
~Bruno Agostta
Foste tu, águia traiçoeira...
Tanta vida tiveste tu outrora
tanto brilho no olhar fora extinto
pela escuridão de sua alma agora
tornara o sangue em puro vinho tinto.
Quando pela manhã te via sorridente
minh'alma ressurgia das cinzas
resultante do fogo estridente
das angustias de mim, ranzinza.
Agora o sol te foge pela boca
e a enegrecida noite surge
transpassando o peito com seus gumes.
A lua negra que aparenta louca
grita suas dores totalmente rouca
deixando o vosso coração impune.
~Bruno Agostta
tanto brilho no olhar fora extinto
pela escuridão de sua alma agora
tornara o sangue em puro vinho tinto.
Quando pela manhã te via sorridente
minh'alma ressurgia das cinzas
resultante do fogo estridente
das angustias de mim, ranzinza.
Agora o sol te foge pela boca
e a enegrecida noite surge
transpassando o peito com seus gumes.
A lua negra que aparenta louca
grita suas dores totalmente rouca
deixando o vosso coração impune.
~Bruno Agostta
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
O Homem verde
A vasta mata aberta
acomoda os cumes em linha
os gnomos em suas cobertas
contam estrelas nas entrelinhas.
O poeta acompanha a vila
até o pai de toda a mata
ajoelhado ao verde Ramila
chora às sementes que cata.
"Perdoe por meus irmãos senhor,
perdoe, não sabem o que fazem,
juro a ti, cheio de amor
que reverterei o mal que fazem."
O homem verde orgulhoso
seu galho toca no ombro poeta
a luz dos olhos, sem indireta
brilham tanto em tom formoso.
"A ti concedo o meu apadrinho,
meu filho és, não chore mais,
voe alto, às nuvens, passarinho
cumpra seu dever, não olhe atrás".
~Bruno Agostta
acomoda os cumes em linha
os gnomos em suas cobertas
contam estrelas nas entrelinhas.
O poeta acompanha a vila
até o pai de toda a mata
ajoelhado ao verde Ramila
chora às sementes que cata.
"Perdoe por meus irmãos senhor,
perdoe, não sabem o que fazem,
juro a ti, cheio de amor
que reverterei o mal que fazem."
O homem verde orgulhoso
seu galho toca no ombro poeta
a luz dos olhos, sem indireta
brilham tanto em tom formoso.
"A ti concedo o meu apadrinho,
meu filho és, não chore mais,
voe alto, às nuvens, passarinho
cumpra seu dever, não olhe atrás".
~Bruno Agostta
Histórias
Todos nós somos donos da história,
o grande mocinho e o vilão,
mudamos o roteiro de hora em hora,
esmagando café com as mãos.
Ficamos acordados imaginando o fim
e esquecemos de ler com calma
cuidamos detalhes sem afins
e viramos a grande alma.
Cuide da história meu leitor
que a faz na verdade é o senhor,
um ler desatento e a vida desaba
das personagens debaixo da aba.
A sua vida é contada ao léu
não a desperdice com futilidades
agradeça ao grande e largo céu
esta tua oportunidade.
Viva intensamente,
ria alegremente,
e sorria abertamente.
~Bruno Agostta
o grande mocinho e o vilão,
mudamos o roteiro de hora em hora,
esmagando café com as mãos.
Ficamos acordados imaginando o fim
e esquecemos de ler com calma
cuidamos detalhes sem afins
e viramos a grande alma.
Cuide da história meu leitor
que a faz na verdade é o senhor,
um ler desatento e a vida desaba
das personagens debaixo da aba.
A sua vida é contada ao léu
não a desperdice com futilidades
agradeça ao grande e largo céu
esta tua oportunidade.
Viva intensamente,
ria alegremente,
e sorria abertamente.
~Bruno Agostta
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