quinta-feira, 10 de outubro de 2013

"Mundanças"...

Não se iluda, escrevi "mundanças" de propósito, não é uma mudança espiritual ou psicológica e sim mundana mesmo, vou reavaliar algumas coisas escritas no blog e voltar a postar daqui uns dias, prometo melhorar bastante.

Sei que não são muitas pessoas que me leem mas não posso deixar as poucas aqui presente que me deixem só...

Deixo vocês com uma poesia, já feita ou feita agora, quem sabe?

Os tambores silenciosos tocam
e de sua canção nada se ouve
mas houve um dia que eu mesmo soube
que em meus ouvidos som algum se chocam.

A orquestra de vozes entoam cantigas
que não ouço nem ouvirei um dia
e a nossa eterna doce melodia
não saberei em meio a intrigas.

-Bruno Agostta

domingo, 24 de fevereiro de 2013

aleatoriedade abstrata


Perguntaram meu hobby
falei como de prache....
perguntaram para que ?
uma forma de eu esquecer...
mas por que esquecer ?
aquilo que me faz sofrer...
sofres muito por algo ?
muito nao digo, mas é o suficiente para me deixar mordido...
o sofrimento te doi muito ?
a maior dor... sabe quando aquele órgão pulsante racha ao meio...
se destraçalha como um vidro sendo quebrado ?
nao.. como uma vida sendo acabada...
os sonhos se destruindo e voce nao pode ver mais nada
o que aconteceu viraram memórias o que acontecerá será sem mais a amada...
vidas passadas... amores vividos... memorias guardadas... corações de vidro ...

deus sabe o que faz ?

espero que sim....


~ Sir Letters

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Câmbio desligo!


Tantas vidas indispostas
tantas iras todas postas
num ombro teu, amigo
assim, câmbio desligo!

Fugi do caos dessa vida
com uma parceira tão querida
que me levou junto contigo
assim, câmbio desligo!

Um mundo inteiro de proveta
posto à folhas de prancheta
mostrei pra ela o meu castigo
assim, câmbio desligo!

Agora estou muito cansado
num mundo todo acabado
c'um violão aqui comigo
assim, câmbio desligo!

~Bruno Agostta

Foste tu, águia traiçoeira...

Tanta vida tiveste tu outrora
tanto brilho no olhar fora extinto
pela escuridão de sua alma agora
tornara o sangue em puro vinho tinto.

Quando pela manhã te via sorridente
minh'alma ressurgia das cinzas
resultante do fogo estridente
das angustias de mim, ranzinza.

Agora o sol te foge pela boca
e a enegrecida noite surge
transpassando o peito com seus gumes.

A lua negra que aparenta louca
grita suas dores totalmente rouca
deixando o vosso coração impune.

~Bruno Agostta

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O Homem verde

A vasta mata aberta
acomoda os cumes em linha
os gnomos em suas cobertas
contam estrelas nas entrelinhas.

O poeta acompanha a vila
até o pai de toda a mata
ajoelhado ao verde Ramila
chora às sementes que cata.

"Perdoe por meus irmãos senhor,
perdoe, não sabem o que fazem,
juro a ti, cheio de amor
que reverterei o mal que fazem."

O homem verde orgulhoso
seu galho toca no ombro poeta
a luz dos olhos, sem indireta
brilham tanto em tom formoso.

"A ti concedo o meu apadrinho,
meu filho és, não chore mais,
voe alto, às nuvens, passarinho
cumpra seu dever, não olhe atrás".

~Bruno Agostta

Histórias

Todos nós somos donos da história,
o grande mocinho e o vilão,
mudamos o roteiro de hora em hora,
esmagando café com as mãos.

Ficamos acordados imaginando o fim
e esquecemos de ler com calma
cuidamos detalhes sem afins
e viramos a grande alma.

Cuide da história meu leitor
que a faz na verdade é o senhor,
um ler desatento e a vida desaba
das personagens debaixo da aba.

A sua vida é contada ao léu
não a desperdice com futilidades
agradeça ao grande e largo céu
esta tua oportunidade.

Viva intensamente,
ria alegremente,
e sorria abertamente.

~Bruno Agostta